Rollemberg sofre a maior derrota da história dos segundos turnos no DF

De 1994 até hoje, apenas as eleições de 1990 e de 2006 foram definidas no 1º turno. As outras foram marcadas por disputas acirradas.

Derrotado nesse domingo (28/10), o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi o candidato que teve a maior diferença de votos em um 2º turno da história política do Distrito Federal. O socialista recebeu 451.329 votos (30,21%), contra 1.042.574 (69,79%) confiados a Ibaneis Rocha (MDB), uma diferença de 591.2018 sufrágios, ou 39,59% entre o dois finalistas na corrida ao Palácio do Buriti.

Historicamente, as disputas ao GDF terminaram quase sempre com uma “final”. Desde que o governador da capital federal passou a ser escolhido por voto, apenas em duas ocasiões a peleja foi resolvida na primeira fase: Joaquim Roriz, em 1990; e José Roberto Arruda (PR), em 2006. Nos demais seis pleitos, as eleições foram prolongadas. A maior discrepância, até então, havia ocorrido em 2010, quando Agnelo Queiroz (PT) derrotou Weslian Roriz por 66,10% a 33,90% .

Quando conquistou a vaga no segundo turno com o então líder de votos Ibaneis Rocha, Rollemberg se tornou  o primeiro dos buritizáveis a chegar à fase final com números tão díspares. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o emedebista arrebanhou 634.008 votos, correspondente a 41,97% dos votos válidos. Logo atrás, Rollemberg teve a preferência de 210.510 pessoas, ou 13,94% do total de válidos – praticamente um terço do índice alcançado pelo adversário.

Arte / Metrópoles

Histórico de duelos
As disputas ao GDF tradicionalmente foram disputadas entre os azuis (do grupo de Joaquim Roriz) e os vermelhos (representados pelo PT). Na primeira eleição, em 1990, a chamada direita venceu no primeiro turno contra o petista Carlos Saraiva, com o placar de 73,24% a 26,76% dos votos válidos.

Como ainda não havia reeleição, em 1994, Roriz indicou Valmir Campelo (na época pelo PTB) para disputar com o então desconhecido Cristovam Buarque. O segundo turno foi iniciado com uma diferença de pouco mais de 2% entre os adversários, com vantagem ao ex-petebista. O então petista, contudo, virou e venceu com 53,89% dos votos válidos.

Ao tentar a reeleição contra o próprio Roriz, Cristovam não teve a mesma sorte. Ele chegou a fechar o resultado do primeiro turno na frente do emedebista, mas Roriz tomou a liderança com 51,74% e venceu Cristovam, que teve 48,26%. Em 2002, Geraldo Magela (PT) tentou evitar, sem sucesso, a reeleição da situação. Roriz venceu nos dois turnos, com resultado final apertado de 50,62% a 49,38%.

Escândalos
Em 2006, Roriz indicou sua então vice Maria de Lourdes Abadia (PSB) para concorrer ao GDF, mas viu José Roberto Arruda (PR) vencer no primeiro turno, com 50,38% dos votos válidos. Três anos depois, o gestor foi obrigado a deixar o cargo após figurar na Operação Caixa de Pandora em um dos maiores escândalos de corrupção do DF.

A crise política abriu caminho para Agnelo Queiroz (PT) nas eleições de 2010. Impedido pela Lei da Ficha Limpa de concorrer ao GDF, por conta do caso conhecido como da Bezerra de Ouro, Roriz escolheu a mulher, Weslian, para substituí-lo na disputa. O petista manteve a liderança nos dois turnos, vencendo com 66,10% contra 33,90%.

Com alta rejeição, Agnelo não conseguiu sair vitorioso e chegou em terceiro lugar no primeiro turno das eleições de 2014. Rodrigo Rollemberg (PSB) foi para a “final” com Jofran Frejat com uma liderança de pouco mais de 17 pontos percentuais e, apesar da diferença ter sido reduzida no segundo turno, foi eleito com 55,56% contra 44,44%.

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