Outubro Rosa: dois hospitais públicos do DF estão sem fazer mamografia

No Hran, equipamento está quebrado desde abril deste ano.

Em pleno Outubro Rosa, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) está com mamógrafo estragado há, pelo menos, seis meses. Com base em documentos disponibilizados pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (SindSaúde) e informações de servidores, o de Taguatinga (HRT) também não está realizando o exame fundamental para o combate ao câncer de mama há cerca de duas semanas.

Ao todo, são 10 equipamentos espalhados pelas unidades de saúde da rede pública. De acordo com os documentos, a Secretaria de Saúde fez a compra de um novo aparelho com tecnologia digital e maior eficiência – ainda não foi instalado – para o HRT. No dia 18 de setembro, a equipe do hospital solicitou a transferência do mamógrafo antigo. Dez dias depois, reiterou o pedido, desta vez com urgência.

“Necessitamos que a remoção deste aparelho seja breve, pois o atual já se encontra disponível para instalação. Tendo em vista que estamos próximos da campanha anual do Outubro Rosa, temos ainda de fazer treinamento da equipe técnica e pouco tempo para liberar atendimento para a população”, diz trecho do primeiro documento.

Conforme relatos dos servidores, as mamografias estão suspensas no HRT devido a reformas na parte elétrica da sala que estava sendo preparada para receber o novo aparelho. Como o equipamento ainda não chegou, o antigo vai entrar em operação de novo, provavelmente na tarde desta terça-feira (9/10), segundo informou à reportagem uma servidora do setor.

Assim que o novo chegar, o equipamento antigo deve ser transferido para o Hospital Regional de Ceilândia, já que está em bom estado.

“O aparelho não está funcionando. Tem de deixar o nome no posto para ser encaminhado para outro hospital”, explicou um servidor, por telefone. “Faz tempo que não estamos fazendo. O aparelho está quebrado”, afirmou outra funcionária.

Primeiro documento sobre o mamógrafo do HRT

Pedido de urgência do HRT

No Hospital Regional da Asa Norte, o mamógrafo está inoperante desde abril de 2018. Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou que os reparos serão realizados “em breve”.

“A demanda atualmente é de 2 mil exames mensais e a pasta oferta 5,4 mil vagas por mês”, garantiu a secretaria.

De acordo com a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, mesmo se a paciente conseguir passar pelos exames de prevenção, a continuidade do tratamento pela rede pública é complicada. “Não adianta zerar as filas de espera se, no DF, não há um programa para que a paciente comece o tratamento do câncer de mama e termine sem morrer”, dispara.

Processo mamógrafo HRAN

Com base em dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o país deve registrar 59,7 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2018. Seria o equivalente a cerca de 56 casos para cada 100 mil mulheres. No DF, a estimativa é de 1.020 casos neste ano.

Nota da Secretaria de Saúde
Em nota, a Secretaria de Saúde reiterou que o mamógrafo do HRT está em “pleno funcionamento”. “A última manutenção ocorreu em setembro”, destacou a pasta. No comunicado, confirmou a instalação de um equipamento digital na unidade para substituir o atual, que é analógico.

Quanto ao mamógrafo do Hospital Regional da Asa Norte, a direção da unidade informa que ele está inoperante desde abril deste ano para reparo, “porém nenhuma paciente fica sem o exame, que é realizado em outras unidades”. “O conserto será realizado nos próximos dias”, acrescentou a a pasta.

 

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